quinta-feira, 27 de abril de 2017

DIA 28 - PARALISAÇÃO DA INTELIGÊNCIA NACIONAL

Por Abimael Borges

 Você iria a uma guerra lutar ao lado do seu maior inimigo mesmo sabendo que ele está disposto a lhe apunhalar pelas costas? Pois é isso que o brasileiro vai fazer nas ruas na próxima sexta feira: lutar ao lado e pelo o inimigo!
Poucas pessoas pararam para imaginar quem são os pilantras por trás da tal paralisação nacional do próximo dia 28/04. A pior coisa deste país hoje não é a reforma da previdência ou trabalhista, o que há de pior e de mais sórdido é a própria classe política brasileira, e ainda mais grave, é justamente quem está convocando para a greve geral.
Lutar contra a “reforma da Previdência” ou pelos “direitos dos trabalhadores” é apenas a capa de ovelha que recobre os lobos que são os organizadores dessa greve geral.
São partidos de esquerda como PT e PSOL (não há nada mais retrógrado do que essa gentinha arrogante), sindicatos (que vivi de dinheiro público e da famigerada “contribuição sindical”), CUT, MST, MTST e outros braços do PT (partido que encabeça a maior extorsão da pátria brasileira revelada no Mensalão e agora da Lava Jato), organizações estudantis fiéis ao projeto de governo bolivariano como a UNE (cujo  líder é acusado de receber propina na Lava Jato).
Quem está por trás dessa greve geral são os mesmos que destruíram ou apoiaram a destruição da economia e as instituições e que, quando estavam no governo não disseram uma palavra contra as ações que atacavam os “direitos” dos trabalhadores. São os mesmos que elegeram, junto com a Dilma, o tal Temer, que hoje é presidente e também é alvo do ódio de quem o colocou lá.
É ao lado dessa gente cínica que você vai estar no dia 28/04. Ao lado de Dilma que em 2015 foi aplaudida por dizer que não dava apoio aos caminhoneiros grevistas; que estava disposta a fazer a mesma reforma da Previdência (tem vídeo no youtube); que mexeu com “direitos” dos trabalhadores assim que ganhou a eleição (há diversas reportagens sobre o assunto). O pior é que não é só ao lado dessa gente cínica que você vai lutar, é também por esta gente, em defesa desta gente que você vai parar no dia 28/04.
Esta gente não esta lutando por você. As pautas (Previdência e Trabalhador) são apenas a cortina de fumaça e o pretexto que estão usando para te fazer acreditar que são “o bom samaritano” na política. Os sindicatos, por exemplo, estão querendo mostrar força para impedir o fim da “contribuição sindical” que só em 2016 arrecadou cerca de R$ 3,5 bilhões tirados dos bolsos dos trabalhadores. Os sindicatos são o braço ideológico dos partidos de esquerda que promovem o ódio contra as únicas pessoas que de fato geram trabalho no país, que são os empresários.
O PT não está preocupado com trabalhadores, está preocupado em arregimentar idiotas úteis para as eleições de 2018 e viabilizar seu projeto de se perpetuar no poder. A UNE, MST, MTST e outros braços ideológicos da esquerda estão lutando para voltar a ganhar dinheiro público como sempre ganharam durante os governos petistas.
No próximo dia 28/04 o que vai ocorrer é uma demonstração clara da paralisação da inteligência nacional (Deus queira que não), pois qualquer pessoa minimamente esclarecida deverá saber que direito do trabalhador é ter emprego e renda. O trabalhador americano, por exemplo, não tem nenhum dos tais “direitos trabalhistas”, e mesmo assim, a maioria dos brasileiros adoraria trabalhar por lá e nenhum trabalhador de lá jamais desejou dar um só dia de serviço aqui. Os facínoras que chamam para a greve geral são os mesmos que promovem a escravidão do trabalhador brasileiro.
Como diria dona Florinda, - não se misture com essa gentalha! 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O DESPERTAR PARA A FILOSOFIA


Eu nunca planejei estudar filosofia, na verdade, eu só planejei estudar. O ponto de partida foi gostar de ler e ter uma sincera curiosidade pelo avesso das coisas que lia, ouvia ou via. Foi assim que a filosofia se mostrou o campo da ciência onde eu poderia encontrar a sistemática necessária para continuar estudando. Aquele que não compreende a filosofia como a mãe de todas as ciências, desconhece a natureza de tudo o que professa.
Gostar de ler é algo raro no jovem brasileiro. Graças às péssimas sugestões de leituras oferecidas e exigidas pelas escolas, o jovem brasileiro aprende que ler é a coisa mais enfadonha do mundo. E de fato é se você obrigado a ler algo que não gosta ou que não lhe chama atenção. Eu garanto que, se tivesse lido o chato do Jorge Amado com sua literatura pedante, jamais teria me tornado um leitor. Mas por acaso, na casa de uma professora de literatura, encontrei um livro de Sidney Sheldon, e depois de ler a primeira página, não consegui mais parar de ler. Foi minha salvação.
Questionar ou buscar o outro lado de qualquer afirmação também foi algo que me ajudou a buscar o conhecimento. Sempre acreditei que toda história tivesse dois lados ou duas versões, depois fui percebendo que a história só tem duas versões quando uma delas é falsa. A história é, por vezes, a narração de um ponto de vista e não a descrição da realidade embora a realidade exista na dinâmica do tempo onde não pode ser alterada. A busca da verdade (realidade) é a atividade sobre a qual o filósofo deve se debruçar.
Outra coisa boa que fez a diferença na minha vida intelectual foi ouvir histórias. Meus pais nunca foram bons nisso, porém, todos os domingos eu me sentia animado para ouvir as histórias bíblicas contadas na Escola Dominical. Davi e Golias, Rainha Ester, José do Egito e outras histórias alimentaram a minha fantasia infantil, com uma das maiores lições da vida: é possível vencer o mal sendo bom e agindo corretamente.
Todo filósofo pode se dar ao luxo de escolher uma corrente ideológica, mas os filósofos de verdade são aqueles que ignoram seu posicionamento pessoal para absorver tudo o que está proposto pela intelectualidade mundial e talvez, quase no final dos seus dias, ter algum vislumbre de entendimento e transformar tudo em obra literária. Fazer o caminho inverso, isto é, sair por ai dizendo tudo o que defende sem se dar ao trabalho de ouvir as vozes dos filósofos mortos, é pura ilusão.
A filosofia não é a ciência que vai fazer deste mundo um lugar melhor pra viver. Ela é a ciência que vai tentar compreender melhor o mundo em que vivemos. Seu papel é apenas este: compreender o mundo. O uso que se faz dessa compreensão de mundo não estará mais no campo da filosofia, talvez nas ciências políticas, sociais, geográficas, enfim, mas não na filosofia. Interessa-me mais a compreensão que sua aplicação ao mundo prático.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Treze Anos de Mentiras Econômicas do Governo Petista

Por Paulo Eneas
Os treze anos de governo petista foram marcados pela repetição incessante a respeito de supostas realizações do petismo no campo econômico, e por extensão no campo social, que são fundamentalmente falsas e enganosas, mas que serviram para o petismo criar uma narrativa que se impôs pela força da propaganda oficial. Uma narrativa que pode ser facilmente desmentida por uma análise mais cuidadosa dos dados econômicos e pelos indicadores sociais, e também pela realidade econômica e social do país hoje: uma realidade que reflete o completo fracasso das políticas econômicas socialistas e as consequências sociais nefastas que elas produzem, afetando principalmente para os mais pobres. Duas dessas mentiras petistas no campo econômico e social são tratadas e desconstruídas abaixo:
A primeira mentira: nos treze anos de governo petista houve redução da pobreza, milhões de pessoas ingressaram na classe média e a renda dos trabalhadores aumentou.

sábado, 14 de maio de 2016

Cultura sem Ministério é possível?

Por Abimael Borges

Uma das primeiras atitudes do Governo de Michel Temer foi incorporar o Ministério da Cultura (MinC) à pasta da Educação. Essa atitude gerou reação imediata de alguns artistas que pedem a Temer o retorno do MinC. Mas, diante disso, cabe refletir: é possível que se faça cultura sem um Ministério?

As pessoas que estão acostumadas com a existência de um Ministério dedicado à cultura, não precisa se preocupar, pois as ações do antigo MinC não serão enterradas pelo fato de deixar de existir um órgão público com status de ministério. A organização dos setores culturais continuará sendo feita através de uma Secretaria Nacional de Cultura ligada ou não ao Ministério da Cultura ou diretamente ao Gabinete do Governo, mas haverá sim uma atenção do governo Temer à cultura.

A extinção do MinC tem grande relevância para o Brasil, primeiro por estarmos vivendo uma crise econômica muito acentuada, o que pode fazer com que o país economize e encontre o caminho do equilíbrio fiscal. Isso quer dizer que em um futuro próximo, com as contas equilibradas, o próximo governo poderá, se o desejar, recriar o Ministério da Cultura.

Outro bom motivo para a extinção, ainda que temporária, do MinC, é a retomada de um modelo de cultura que valorize o potencial de cada indivíduo e não as escolhas ideológicas ou políticas do mesmo. É de conhecimento notório que o MinC, durante os 13 anos do governo petista, tem servido como reduto de doutrinação esquerdista e ideologia marxista. Estas ideologias foram responsáveis pelo empobrecimento da cultura nacional.

A arte é um produto cultural e como tal, sua demanda não precisa ser criada por um ministério. O patrocínio público de produções artísticas “menos valorizadas” pela sociedade consumidora de arte, é imoral. Não é certo obrigar a sociedade a pagar por aquilo que ela não deseja consumir. Quando a arte é de boa qualidade, a procura por ela é espontânea.

O papel do governo não é patrocinar produtos, mas capacitar a mão de obra cultural e dar liberdade para que os talentosos conquistem seu público. Muitos bons artistas brasileiros foram relegados ao ostracismo pelo fato de não fazer o jogo do petismo, durante esses 13 anos do PT no poder. Talento nunca foi critério de seleção de projetos no extinto MinC, pois mesmo que tivesse talento e fizesse arte de qualidade, só tinha projeto aprovado se defendesse o PT.

Esse estigma deve ser combatido juntamente com a suposta necessidade de um Ministério dedicado à cultura.

Olha o que disse o ator Sandro Rocha (Major Rocha do filme Tropa de Elite), em sua página no Facebook: 
“Sobre o fim do Ministério da Cultura, como artista posso falar : já foi tarde !! Só serviu para contribuir com inúmeras MAMATAS de 6 ou 7 !! Para se conseguir aprovar um projeto ou se conhece alguém ou tem que pagar PROPINA !! Eu mesmo desisti várias vezes !! Uma ilusão !! Uma farsa !! Não vai fazer falta e vai ajudar a economizar para o BRASIL !! Quem está gritando é quem comia desta fonte !! ACABOU !! Quer ganhar dinheiro ? VAI TRABALHAR VAGABUNDO !!”
Nesses últimos 13 anos, a esquerda acabou com a alta cultura, destruiu o que restava do interesse do brasileiro por arte de excelência, patrocinou o que não tinha qualquer valor cultural, investiu em quem não tinha talento e criou uma rede de “protegidos” e “beneficiários” permanentes que, em vez de artistas, produziam obras culturais de baixo nível e recheada de ideologia política.

As pessoas precisam entender que artista que só consegue desenvolver sua arte dependendo do Estado, não é artista. O Governo Temer começou bem ao extinguir o MinC e não deve ceder às pressões dos velhos apadrinhados do PT. Fazer cultura é algo tão natural quanto viver intesamente, pois é da essência humana o ato de criar e inovar.


domingo, 8 de maio de 2016

Para minha mãe

Neocomunismo no Brasil: juristocracia e autoritarismo judiciário!

Neocomunismo no Brasil - entenda o que está acontecendo na cena política brasileira hoje. Para Paulo Eneas "Não há razão alguma para celebrar ou comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu o mandato de Eduardo Cunha, independentemente da avaliação política que se possa fazer a respeito do deputado. A decisão da suprema corte é inconstitucional e reflete uma vocação para o ativismo judiciário, que nada mais é do que uma das feições do estado autoritário, e que foi introduzido paulatinamente no país pelas práticas institucionais delinquentes do petismo.
Nesse vídeo-áudio fazemos algumas considerações preliminares a respeito à luz dos fatos recentes da política brasileira. Mas muito em breve publicaremos um artigo mais aprofundado trazendo exemplos desse ativismo judiciário no resto do mundo e mostrando como ele é incompatível com a democracia."

O vídeo (ao lado) analisa um dos métodos do neocomunismo do século XXI : A JURISTOCRACIA . O comando central comunista mundial para da KGB atual FSB e os braços operantes nos países o segue com rigor e método, o FORO DE SÃO PAULO é o braço operante do comunismo nas Américas.

A JURISTOCRACIA esvazia o poder do Legislativo e o transfere para o Judiciário que cria normas à revelia da Lei Constitucional. É um método de conta-gotas, imperceptível, até que toda a Constituição de um pais seja reescrita sob modelo comunista.

O PT é um partido comunista e isso não pode ser ignorado

Por aulo Eneas
Não se pode perder de vista o dado mais importante para entender o que se passa no país nos últimos anos: o PT é um partido comunista. O comunismo está na genética do partido, assim como está na alma de seus fundadores e dirigentes. Apesar dos malabarismos verbais públicos, das declarações orais e escritas que sempre tentaram dissimular e ocultar as reais intenções do partido, bem como os contorcionismos ditados pela conveniência política da correlação de forças de determinados momentos, o PT nunca deixou de ser um partido comunista.
Seus fundadores e dirigentes principais sempre foram defensores apaixonados do regime cubano, assim como defendiam com ardor o regime soviético enquanto esse existia. E quando um petista não é stalinista ou castrista convicto, trata-se de um trotskista ferrenho. E hoje todas essas variantes convergem para o bolivarianismo. A quase totalidade dos petistas nunca esconderam seu antiamericanismo e o ódio visceral que nutrem por Israel. Esses mesmos petistas também não escondem a devoção cega à ditadura socialista chavista venezuelana que está literalmete matando seu povo de fome. O PT é um partido comunista, ponto. E é com esse dado da realidade que devemos fazer a luta política.
O comunismo que o PT sempre defendeu e defende e que sempre esteve no partido desde sua origem, se expressa naquilo que o partido é hoje: a versão brasileira do chavismo venezuelano ou do bolivarianismo, que por sua vez nada mais é que o nome dado à nova estratégia de guerra política empreendida pelo movimento comunista no continente latino-americano, sob a coordenação do Foro de São Paulo, que o próprio PT ajudou a fundar.
O chavismo venezuelano destruiu o país vizinho: trouxe miséria e pobreza, corrupção generalizada do estado, índices estratosféricos de violência e criminalidade e de inflação. O chavismo venezuelano trouxe uma ditadura aliada ao narcotráfico e ao terrorismo islâmico, trouxe o fim das liberdades civis e democráticas, trouxe a censura e o fim da liberdade de imprensa e o fim da liberdade de expressão dos cidadãos nas redes sociais. O chavismo trouxe prisões sem ordem judicial, trouxe a polícia bolivariana a serviço do regime de ditadura, que atira para matar em manifestantes e opositores. O chavismo trouxe perseguição a gays!
O chavismo trouxe tudo isso, porque o socialismo e o comunismo são exatamente isso. E é exatamente isso que o PT defende e apoia com entusiasmo: a ditadura socialista comunista venezuelana, pois ela expressa a natureza do regime político e social com que todo comunista, e por extensão todo petista, sempre defendeu. O comunismo na sua versão bolivariana trouxe para o povo venezuelano hoje exatamente aquilo que o PT já está trazendo e irá trazer para o Brasil amanhã, caso esse partido corrupto comunista e bolivariano permaneça no poder em nosso país. É preciso tirar os petistas do poder hoje para que amanhã o nosso país não se torne outra ditadura venezuelana em escala continental.
A natureza comunista do petismo tem que ser bem compreendida
O projeto de poder do petismo está liquidado, como estamos falando há algumas semanas. Mas isso não nos isenta da obrigação de compreender o que o petismo representou na história política do país: ele foi apenas mais uma, e não será a última, tentativa da esquerda marxista revolucionária de tentar impor em um país o seu regime de ditadura socialista-comunista por meio de dissimulação, mentira, fraude eleitoral, aparelhamento do estado, estímulo a divisões e conflitos sociais e étnicos no país, traição dos interesses nacionais, manipulação dos mais pobres e miseráveis e desinformados, e uso generalizado da corrupção como método preferencial de se fazer política.
Esse é e sempre foi o padrão de conduta da esquerda comunista e socialista no mundo todo, e seria ingênuo esperar que o petismo e suas linhas auxiliares e seus aliados ideológicos, no nosso caso aqui os tucanos, fossem agir de forma distinta em nosso país. A despeito de ter sido derrotado, é importante entender qual foi a natureza do petismo e seu partido, para que se possa perceber as estratégias usadas por socialistas e comunistas para chegarem ao poder. Estratégias estas que não se furtarão em usar novamente se as condições políticas assim o permitirem.
Não podemos ser ingênuos: a derrota do petismo representa a derrota desse projeto específico da esquerda, mas não significa de modo algum que a esquerda socialista e comunista deixará de procurar outras formas de novamente chegar ao poder por meio da dissimulação e da ocultação de suas reais intenções. O partido de Marina Silva, a Rede, surgiu justamente com esse proposito: ser a nova cara da esquerda brasileira que irá tentar oferecer ao país as velhas falácias enganosas com que o falecido petismo enganou milhões de brasileiros por vários anos.
Em meados de março nós escrevemos o artigo abaixo, onde discorremos de maneira breve e bem resumida sobre a natureza comunista do petismo e do chamado bolivarianismo, o nome dado à estratégia comunista socialista no continente latino-americano. Estratégia para a qual o PT teve um papel central, secundado apenas pelo regime de ditadura comunista cubana, regime esse que foi a verdadeira gestora e chocadora do ovo da serpente do socialismo bolivarianista, que só trouxe miséria e pobreza e ditadura para os países onde foi implantado. Convidamos os leitores e as leitoras a revisitar esse artigo.
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Os artigos foram originalmente publicados no site Crítica Nacional

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Totalitarismo através da educação


 Por Percival Puggina
A burocracia do MEC está com pé no estribo para cavalgar de vez a educação brasileira. Refiro-me ao uso extensivo e abusivo daquilo que a Constituição determina: fixação de “conteúdos mínimos” para o ensino fundamental. No recentemente aprovado Plano Nacional de Educação (2014-2024) foi inserido um negócio chamado Base Nacional Comum Curricular (BNC) e, obviamente, coube ao MEC, povoado de companheiros, realizar a frutuosa tarefa. O ministério reuniu 116 especialistas de 35 universidades e produziu um calhamaço que, neste momento, está “aberto” a sugestões da sociedade. Ora, a sociedade nem sabe o que está acontecendo. E o que está acontecendo é gravíssimo! Aquilo que, na perspectiva do constituinte de 1988, deveria ser um conjunto de conteúdos, se converteu num manual para homogeneizar cabeças e tornar hegemônica, no ambiente escolar, a ideologia que, há tempos, grassa e desgraça a educação brasileira.
O MEC informa que a BNC englobará 60% dos objetivos impostos aos ensinos fundamental e médio. E adverte: ela dialoga com o ENEM. Sim, e como! Se o currículo obrigatório “dialoga” com o ENEM (petistas adoram essa metonímia), escola alguma, pública ou privada, vai ensinar diferente, ou sob perspectiva diversa. Se o fizer, seus alunos desconhecerão as respostas que o Estado brasileiro quer ouvir para lhes abrir as portas das universidades públicas. Eis o totalitarismo através da Educação.
Quando algum pedagogo fala em problematizar algo, ele está afirmando que vai reduzir esse algo a coisa nenhuma. E o fará usando sua permissão para porte dessa arma de grosso calibre que é a barra de giz. Saiba então: o verbo “problematizar”, com seus derivados, pode ser encontrado 55 vezes na BNC! Lembram da ideologia de gênero, barrada no Congresso Nacional? E da posterior pressão do MEC, tentando obrigar estados e municípios a adotá-la? Pois retorna, agora, pela BNC. O conceito gênero aparece 12 vezes no texto. Sexo, apenas duas. É a renitente problematização da genitália.
Quase nada há, ali, que não seja problematizado: sentido da vida; percepções do corpo; relações sociais e de poder; papel e função das instituições sociais, políticas, econômicas e religiosas; seleção das datas comemorativas (!); cronologia histórica nacional e mundial; narrativas eurocêntricas; relação de “saberes e poderes” de caráter religioso e suas tradições; divisão de classes no modo de produção capitalista (e só no capitalista) e, por fim, fenômenos sociais de modo a “desnaturalizar (!) modos de vida, valores e condutas”. É a morte, por asfixia, do livre pensar.
_______________
(*) Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de “Crônicas contra o totalitarismo”; “Cuba, a Tragédia da Utopia”, “Pombas e Gaviões” e “A Tomada do Brasil – Pelos maus brasileiro”. Integrante do grupo Pensar+ e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

terça-feira, 3 de maio de 2016

A FACE OCULTA DA REVOLUÇÃO FRANCESA

Jean Marc Bastière  Le Figaro Magazine *

Da perseguição religiosa aos tribunais do Terror;
da guerra civil à destruição das obras de arte,
"O Livro Negro da Revolução Francesa"
revela o que os manuais escolares nos ocultam


 
     Como o tempo passa! Faz praticamente vinte anos que celebramos o bicentenário da Revolução Francesa. Tomando como referência o ano de 1789, seria como se já estivéssemos na época do Império... Embora o nome de Napoleão esteja presente nas livrarias, o homem do 18 Brumário já não é celebrado oficialmente [1]. 
      Em certo sentido, porém, o Consulado e o Império também integram o grande ciclo inaugurado em 1789. Agora, vem à luz um "O Livro Negro da Revolução Francesa". Sem dúvida, um acontecimento de porte! Trata-se de um alentado volume, com 882 páginas, que ajuda a refrescar a memória.
     Em 1989, a Revolução deixara de ser a personificação daquela mulher petulante e fogosa [Marianne] à qual o mundo inteiro não ousava resistir. A Revolução bolchevista já havia projetado as suas sombras sobre Marianne, empalidecendo-lhe os atrativos. É certo que, com o brilhante desfile de 14 de julho, o publicitário Jean-Paul Gaude tentou insuflar-lhe novo alento. Contudo, nesse mesmo ano [1989], a derrubada do Muro de Berlim desferiu um decisivo golpe no sonho de um "porvir revolucionário". Hoje, a única mulher jovem que pretende encarnar a idéia de Revolução usa véu e é islâmica! [2]
     Foi, sobretudo, nos últimos vinte anos que uma re-interpretação radical, feita por certos historiadores, comprometeu seriamente a reputação dessa antiga glória. A partir da década de 60 [do século XX], François Furet, um homem de esquerda que aderira ao liberalismo, abriu um rombo no catecismo revolucionário de Soboul e dos historiadores marxistas. Pouco antes das celebrações do Bicentenário, e como um ponto final após longa análise, ele chegou à conclusão — em seu Dicionário Crítico da Revolução Francesa, publicado em 1988 — de que o processo revolucionário, em nome da "soberania indivisível", já trazia em seu bojo os germes do Terror. A bem dizer, não sendo a Revolução aquele “bloco indivisível”, como intentara fazer crer Clemenceau aos correligionários da Terceira República, também a fase sangrenta [o Terror] já não poderia ser vista como mero “desvio” no conjunto do processo. [3]
     No elenco de autores que contribuíram para "O Livro Negro da Revolução Francesa", encontram-se numerosos historiadores de renome que, nas últimas décadas, tomaram parte ativa na “desconstrução” da mitologia revolucionária. Mencionemos alguns: Pierre Chaunu, Jean-Christian Petitfils, Jean de Viguerie, Jean Tulard ou Emmanuel Le Roy Ladurie. Nesse rol, excelentes escritores, assim como Reynald Secher, Jean Sévillia, Jean des Cars ou Frédéric Rouvillois. Embora de valor desigual, tais estudos são sérios, caracterizando-se pela erudição e largueza de horizontes.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental

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Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.
Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:
Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.
O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobresua prática profissional)

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